Os professores da rede
estadual de ensino não estão satisfeitos com os termos de acordo para o
fim da greve apresentado pelo Ministério Público estadual (MP-BA).
Nesta sexta-feira, a classe rejeitou a proposta após a realização de uma
reunião geral da categoria na Assembleia Legislativa da Bahia e
decidiu manter a greve. Diante do impasse, a greve dos docentes
completa 95 dias neste sábado e compromete ainda mais o ano letivo no
Estado.
No documento de acordo, emitido pelo Ministério Público, está previsto a
antecipação da segunda parte do reajuste de 7% dos professores para o
mês de março de 2013, antes previsto pelo governo para ser pago
a partir de abril do mesmo ano. Sendo assim, professores receberiam 7%
de reajuste em novembro deste ano mais 7% em março de 2013. Essas
porcentagens seriam somadas aos 6,5% já concedidos aos servidores.
Está previsto também que o governo reveja os processos
administrativos e disciplinares instaurados pelo governo contra
professores contratados em Regime Especial de Direito Administrativo
(REDA).
Conforme informações do coordenador geral do Sindicato dos
Trabalhadores em Educação da Bahia (Aplb), Rui Oliveira, a paralisação
das atividades continua em razão da não contemplação dos itens como a
readmissão dos 57 professores exonerados durante a greve e a devolução
imediata dos salários cortados.
O sindicalista diz que o comando de greve vai elaborar um novo
termo de acordo - que será votado por todos os professores em assembleia
geral na próxima quarta-feira (18). Após aprovação da classe, o texto
da contraproposta seguirá para o Ministério Público.
Contudo, segundo a assessoria de comunicação
do governo da Bahia, não haverá mudança na proposta apresentada pelo
governador Jaques Wagner em reunião realizada na quinta-feira.
(Tribuna da Bahia)