sábado, 14 de julho de 2012

Professores rejeitam proposta do MP

Os professores da rede estadual de ensino não estão satisfeitos com os termos de acordo para o fim da greve apresentado pelo Ministério Público estadual (MP-BA). Nesta sexta-feira, a classe rejeitou a proposta após a realização de uma reunião geral da categoria na Assembleia Legislativa da Bahia e  decidiu manter a greve. Diante do impasse, a greve dos docentes completa 95 dias neste sábado e compromete ainda mais o ano letivo no Estado.
No documento de acordo, emitido pelo Ministério Público, está previsto a antecipação da segunda parte do reajuste de 7% dos professores para o mês de março de 2013, antes previsto pelo governo para ser pago a partir de abril do mesmo ano. Sendo assim, professores receberiam 7% de reajuste em novembro deste ano mais 7% em março de 2013. Essas porcentagens seriam somadas aos 6,5% já concedidos aos servidores.  Está previsto também que o governo reveja os processos administrativos e disciplinares instaurados pelo governo contra professores contratados em Regime Especial de Direito Administrativo (REDA).  Conforme informações do coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia (Aplb), Rui Oliveira, a paralisação das atividades continua em razão da não contemplação dos itens como a readmissão dos 57 professores exonerados durante a greve e a devolução imediata dos salários cortados.   
O sindicalista diz que o comando de greve vai elaborar um novo termo de acordo - que será votado por todos os professores em assembleia geral na próxima quarta-feira (18). Após aprovação da classe, o texto da contraproposta seguirá para o Ministério Público.  
Contudo, segundo a assessoria de comunicação do governo da Bahia, não haverá mudança na proposta apresentada pelo governador Jaques Wagner em reunião realizada na quinta-feira.
(Tribuna da Bahia)