Um movimento nacional de caminhoneiros marcou para o dia 25 uma greve
geral da categoria. Sindicalistas dizem que o objetivo é parar o máximo
dos 600 mil caminhões que circulam pelo país, segundo estimativas
próprias. Eles reivindicam queda nos pedágios e uma reavaliação por
parte da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) dos registros
das empresas transportadoras que estão sendo montadas através de
motoristas autônomos com base em um novo sistema definido pelo governo
federal. O movimento alega que essas companhias estariam prejudicando o
mercado. Segundo o Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), o valor
do frete na maioria dos casos não cobre nem os custos de manutenção dos
veículos. Para a entidade, esse baixo valor é referente à alteração na
legislação, feita pela ANTT, que ocasionou diminuição nos valores a
serem estabelecidos pelos contratantes. Diante disso, para não perder a
viagem, o caminhoneiro estaria sendo obrigado a aceitar os baixos
valores oferecidos. A greve também quer chamar a atenção para a nova lei
que regulamenta a profissão de motorista e para o chamado ‘cartão
frete’, que estabelece que cooperados ou agregados de cooperativas
somente poderão prestar serviços para as entidades a que estiverem
vinculados. (Correio)