O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres
Britto, sugeriu que o Poder Executivo respeite as propostas de orçamento
apresentadas anualmente pelo Poder Judiciário, e evite o veto ou
alteração das mesmas antes mesmo que sejam devidamente analisadas e
discutidas no Congresso Nacional. Segundo o ministro, a carreira está
“se desprofissionalizando” em decorrência da perda de atratividade
quando comparada a outras carreiras jurídicas. “Há distorções
conceituais nas relações entre os Três Poderes. O Poder Executivo
federal, por exemplo, confunde o Orçamento da União com o seu próprio
orçamento, como se não houvesse uma cotitularidade dos Poderes
Legislativo e Judiciário [na elaboração] orçamentária”, declarou Britto.
“O Poder Executivo entende que, além do poder constitucional de vetar
projetos de lei aprovados pelo Congresso Nacional, também tem o poder de
vetar, antecipadamente, a proposta orçamentária apresentada pelo Poder
Judiciário”, argumentou o ministro nesta quarta-feira (18). Ao aprovar
nesta terça (17), o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) com
as regras que deverão orientar a elaboração e a execução do Orçamento
para 2013, o Congresso Nacional vetou uma emenda que, se aprovada,
concederia aos Poderes Judiciário e Legislativo autonomia para
reajustarem seus próprios vencimentos, e eliminaria a possibilidade de
veto do Executivo sobre tais decisões.quinta-feira, 19 de julho de 2012
Presidente do STF defende maior independência orçamentária do Poder Judiciário
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres
Britto, sugeriu que o Poder Executivo respeite as propostas de orçamento
apresentadas anualmente pelo Poder Judiciário, e evite o veto ou
alteração das mesmas antes mesmo que sejam devidamente analisadas e
discutidas no Congresso Nacional. Segundo o ministro, a carreira está
“se desprofissionalizando” em decorrência da perda de atratividade
quando comparada a outras carreiras jurídicas. “Há distorções
conceituais nas relações entre os Três Poderes. O Poder Executivo
federal, por exemplo, confunde o Orçamento da União com o seu próprio
orçamento, como se não houvesse uma cotitularidade dos Poderes
Legislativo e Judiciário [na elaboração] orçamentária”, declarou Britto.
“O Poder Executivo entende que, além do poder constitucional de vetar
projetos de lei aprovados pelo Congresso Nacional, também tem o poder de
vetar, antecipadamente, a proposta orçamentária apresentada pelo Poder
Judiciário”, argumentou o ministro nesta quarta-feira (18). Ao aprovar
nesta terça (17), o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) com
as regras que deverão orientar a elaboração e a execução do Orçamento
para 2013, o Congresso Nacional vetou uma emenda que, se aprovada,
concederia aos Poderes Judiciário e Legislativo autonomia para
reajustarem seus próprios vencimentos, e eliminaria a possibilidade de
veto do Executivo sobre tais decisões.