Nelson Rocha, Tribuna
De um lado os professores da rede estadual de ensino longe das
salas de aula há quase quatro meses. Do outro, professores da
Universidade Federal da Bahia e servidores também prosseguem de braços
cruzados. Este é o quadro negro da educação na Bahia, exposto de uma
forma como nunca antes. Uma situação que pode se agravar caso os
Professores do Programa Universidade Para Todos (UPT), que preparam
estudantes para a vida universitária e não recebem salários desde a aula
inaugural ocorrida em maio, decidam aderir ao movimento dos demais.
Hoje completam 112 dias que os professores da rede estadual de ensino
estão fora das salas de aula. A categoria se reúne hoje, às 9h, para
avaliar mais uma vez o movimento e também vive uma jornada de
expectativa com relação ao retorno das férias dos integrantes do
Superior Tribunal de Justiça. Está na pauta da Corte o julgamento da
legalidade da paralisação. “Interpelamos o agravo regimental. Esperamos
que seja suspensa a liminar concedida pelo ministro Ary Pargemdler. Se
isto acontecer acaba a ilegalidade da greve”, disse à Tribuna a advogada
Marilene Betros, diretora jurídica do Sindicato dos Trabalhadores em
Educação do Estado da Bahia.