O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, acusou o
PT de utilizar a CPI do Cachoeira como um instrumento político contra
partidos de oposição. O tucano reagiu à convocação pela comissão do
engenheiro Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, que foi
diretor do departamento de estradas do Estado quando Serra era
governador.
"A CPI está sendo utilizada como instrumento político. É tipicamente
petista: usar um aparato de Estado para oprimir e hostilizar
adversários", disse Serra.
Paulo Preto foi convocado para a CPI para depor sobre contratos entre
o governo paulista e a construtora Delta. Serra afirmou que não há
irregularidades em obras da empreiteira.
"Meu governo não tem nada, nada a esconder", declarou.
O candidato do PSDB também criticou a Central Única dos Trabalhadores
(CUT), que recebeu em seu congresso na capital paulista, na
segunda-feira, 9, o petista Fernando Haddad.
"A CUT é uma entidade que vive de contribuições dos trabalhadores,
que tem natureza pública, fazendo campanha eleitoral de um candidato.
Isso é uma evidente irregularidade", afirmou.
Como ato da campanha municipal, Serra fez uma caminhada na região do
Jaraguá, zona norte da capital paulista. Lá, conversou com comerciantes,
exaltou a construção de um viaduto - iniciada em sua gestão - e
prometeu investimentos na iluminação pública.
"É se debruçar sobre coisas que parecem pequenas, mas têm um efeito muito grande", disse o tucano.