O Brasil não deu chances para o azar e venceu sem sustos a Tunísia por 3
sets a 0 (25-17, 25-21 e 25-18) em sua estreia nos Jogos Olímpicos. Com
Bruninho de titular e Giba entrando para pegar ritmo de jogo, a seleção
de Bernardinho atropelou a seleção africana, muito mais fraca que o
time verde-amarelo. Mesmo assim, o time saiu com o sinal de alerta
ligado pelo número elevado de erros.
'Em alguns momentos erramos um pouco demais, demos muitos pontos. Mas é
difícil, porque é um time que não joga a Liga Mundial e que não
conhecemos bem, porque tínhamos poucos vídeos para analisar", disse
Bruninho sobre os 21 erros da seleção no jogo.
O jogo também marcou a volta de Ricardinho, um dos destaques do ouro de
2004, a uma Olimpíada. "É um prazer muito grande. É muito legal voltar e
participar de momentos de descontração como aqueles ali no ônibus",
disse o jogador.
A vitória com folga era importante para o Brasil em termos de
classificação. A equipe de Bernardinho está no grupo B, ao lado de
Estados Unidos, Sérvia, Rússia e Alemanha. No fim da primeira fase,
quatro times avançam e o posicionamento define os adversários das fases
seguintes.
O jogo de estreia, no entanto, não permite grandes avaliações da
seleção, que teve seu pior desempenho na Liga Mundial na gestão de
Bernardinho, mas passou três semanas enclausurada no CT de Saquarema,
preparando-se para Londres. A Tunísia, inexperiente, errou 23 pontos e
deu praticamente um set inteiro ao Brasil.
Para a equipe verde-amarela, somente a segunda parcial teve alguma
dificuldade. No início do jogo, o Brasil abriu certa vantagem desde o
início e venceu por 25 a 17 sem grande esforço. No set seguinte,
Bernardinho agitou a torcida ao colocar Wallace e, principalmente, o
veterano Giba.
Mesmo longe do seu auge técnico, o ponteiro mostrou que ainda é uma
referência da seleção e foi ovacionado, ainda mais depois da lesão de
última hora que teve. Recuperado da contratura na coxa direita, ele usou
o jogo para entrar em ritmo de jogo. Uma vez em quadra, foi pouco
acionado e não tão preciso nas horas necessárias, mas também não
comprometeu.
Apesar da Tunísia ter endurecido um pouco mais o jogo, o Brasil fechou o
segundo set por 25 a 21 sem sobressaltos, e foi para a parcial
definitiva com os rivais praticamente entregues. Com Ricardinho na vaga
de Bruninho a maior parte do tempo, a seleção sobrou e fechou com um 25 a
18.Gustavo Franceschini
Do UOL, em Londres (Inglaterra)
Do UOL, em Londres (Inglaterra)