Ação também ajuda a reflorestar áreas de proteção ambiental.
Trabalho rende em média R$ 300 a cada dois meses para os catadores.
Trabalho rende em média R$ 300 a cada dois meses para os catadores.
Um projeto de coleta de sementes nativas de mais de 50 espécies do
serrado está proporcionando uma nova fonte de renda para famílias do
assentamento Rio de Ondas, localizado no município de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia. O projeto também ajuda a reflorestar áreas de proteção ambiental.
Participam da ação, que é resultado de uma parceria entre a prefeitura
do município e organizações não-governamentais, 25 famílias do
assentamento. Uma das preocupações dos trabalhadores é não causar danos
ao meio ambiente. "A gente não prejudica o meio ambiente, tem o cuidado
para não quebrar galho e quando tem pouco da espécie você não colhe 100%
das sementes”, conta Firmino Rocha, presidente da associação de
moradores do assentamento Rio de Ondas.
De acordo com João Santana, coordenador do Instituto Lina Galvani, os
trabalhadores têm orientação de técnicos para coleta e armazenagem das
sementes de forma correta. “A gente presta assessoria técnica aos
produtores, os proprietários rurais, para a restauração das áreas de
proteção no sentido de que haja uma adequação ambiental dessas
propriedades e que a gente tenha uma preservação maior, tanto da
biodiversidade, quanto dos recursos hídricos”, explica Galvani.
A coleta começa no início da manhã e às vezes vai até a tarde. Para
chegar ao local de trabalho, as famílias têm que caminhar em uma estrada
de chão por quase 5 km. Depois da coleta, os agricultores entregam os
sacos com as sementes na sede da agrovila, localizada também no
assentamento. Este trabalho rende em média aos catadores R$ 300 a cada
dois meses.Do G1 BA, com informações da TV Oeste