Para o sindicato que representa a categoria, no entanto, a publicação
dos nomes viola a privacidade e fere a Constituição. “Ao divulgar o nome
do servidor e quanto ele ganha, está sendo quebrado o sigilo fiscal
dele. O certo seria publicar a lista individualizada, mas com um número
ou código no lugar do nome”, afirma Nilton Paixão, presidente do
Sindilegis (Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do
Tribunal de Contas da União).
Por esta razão, segundo Paixão, o sindicato entrou com a ação na
Justiça para impedir a divulgação dos salários pela Câmara dos
Deputados, e conseguiu a liminar.
A ação é apenas contra a Câmara dos Deputados porque, até então, o
Senado não havia divulgado que também iria publicar os salários
nominalmente, o que só fez na noite desta segunda. No entanto, ao ser
informado pelo UOL que o Senado também divulgaria com os nomes, disse que ingressaria com ação semelhante contra o Senado.
“Não somos contrários à divulgação, mas não há sentido divulgar o nome
do servidor. Isso só vai gerar fofoca e pode colocar em risco a
segurança dele e da família”, diz.
O Senado já havia anunciado em maio que faria a divulgação nesta data. A
Câmara, porém, só informou quando iria divulgar os salários em meados
de julho. A demora gerou críticas ao presidente da Câmara, Marco Maia
(PT-RS).
Na época do anúncio, Maia justificou que foi preciso fazer uma análise:
"Foi um processo um pouco mais demorado porque nós fizemos uma análise
muito detalhada de todas as situações que por ventura pudessem ser
requisitadas ou levantadas dentro da Câmara pela Lei de Acesso à
Informação".
No site da Câmara, também estará disponível a relação de gastos feitos
pelos parlamentares, com as devidas cópias digitais das notas fiscais. A
divulgação será feita sempre no último dia útil de cada mês.
Alguns dados serão mantidos em sigilo sob a justificativa de que podem
comprometer a segurança da Casa, dos parlamentares e servidores.
OPINIÃO.
OPINIÃO.
A divulgação dos nomes de funcionários da câmara, pode
acabar com centenas de funcionários fantasmas espalhados por toda esta Bahia e
pelo Brasil a fora. Só assim a população
passaria a conhecer alguns funcionários que são contratos com dinheiro publico
e que prestam serviços a empresas particulares ligadas a deputados SEM ÉTICA.