quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Cercado de seguranças, Cielo causa tumulto em aeroporto na volta ao Brasil

Cesar Cielo chegou ao Brasil um dia após o restante da delegação brasileira de natação. Mesmo sozinho, causou mais tumulto que os outros nadadores no desembarque no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Cercado por três seguranças, evitou os microfones e não deu nenhuma entrevista.
O silêncio já era esperado depois da novela de doping que começou no Brasil e só terminou na China. Durante o mundial, em que conquistou as medalhas de ouro nos 50m livre e borboleta, ele foi alvo de reclamações de alguns atletas, que protestavam contra a punição leve dada ao nadador - ele só foi advertido após ser flagrado com um diurético.
A postura de Cielo é resultado direto do caso de doping. Ele testou positivo para furosemida e foi apenas advertido pela CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos). A Fina (Federação Internacional de Natação) não concordou e acionou a CAS (Corte Arbitral do Esporte). E em decisão em última instância na esfera esportiva, a CAS manteve a advertência dada pela CBDA e Cielo ficou livre para competir no Mundial de Xangai.
O bicampeão mundial ficou um dia a mais na China porque seus documentos foram extraviados. A mãe do nadador teria voltado ao Brasil com o passaporte e Cielo teve de tirar um novo documento na embaixada brasileira na China.
A equipe brasileira desembarcou na terça-feira sem Cielo. Felipe França, campeão mundial dos 50m peito, foi o mais assediado. Mas também falou pouco. Ele e Bruno Fratus foram aproveitar a família e receberam a imprensa na manhã desta quarta-feira.
Roberta Nomura
Em Guarulhos (SP) (UOL)