A polícia do Rio Grande do Sul encontrou o corpo de uma mulher, vítima de latrocínio, que estava enterrado na área de reflorestamento de eucalipto de uma empresa produtora de papel em Guaíba (a 33 km de Porto Alegre).
Identificado por um exame de DNA, o cadáver da empresária Solange Alves da Silva, 53, desaparecida desde janeiro, estava coberto por concreto em uma cova. A vítima, baleada antes de ser enterrada, era proprietária de pousadas e de um lava-carros em Porto Alegre.
Policiais da delegacia de Eldorado do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre, chegaram ao corpo durante a investigação de um assassinato ocorrido na região, em junho, de um jovem viciado em crack, de 22 anos.
O pai do jovem relatou ao delegado do município, Rodrigo Zucco, que seu filho havia ajudado a enterrar viva uma mulher na área de reflorestamento da empresa. Ao vasculhar a área, os policiais encontraram, em meio aos eucaliptos, uma cova de aproximadamente 2 m de largura por 1,5 m de comprimento. Ao escavar a cova, o cadáver foi encontrado.
A polícia rastreou os cartões de crédito da empresária e afirmou que foram roubados pelo menos R$ 27 mil.
Dois suspeitos foram presos. Um terceiro, que já teve a prisão decretada, está foragido. A polícia suspeita que ele tenha fugido para a Bahia, onde tem família.